Sim caro leitor, nessa postagem vou falar de uma das coisas que mais permeia minha vida, desde que me lembro por gente:
A MENTIRA!
ATENÇÃO: Para efeitos de amostragem e pesquisa, nossa equipe tomou como base a constante "cake != lie". Portanto, favor tomar cuidado, manter a postagem ao abrigo da luz e da umidade. Contém pitadas de loucura. Pode conter nozes.
Pois bem, a mentira vem sido paradigma em minha vida desde que descobri que podia mentir. Me senti como naquele filme que ninguém sabe o que é mentira e, de repente, um cara ativa um módulo no próprio cérebro sem querer e começa a mentir. Desde então venho praticado cada vez mais. Sim, leitor, eu sou mentiroso pra kct. Ou pelo menos era.
Estes últimos acontecimentos de minha vida, citados nas postagens anteriores me fizeram mais susceptível a incidência da luz da verdade. A verdade começou a ser regalia daqueles que me conhecem por de fato.
Pois bem, eis que, ao longo da minha saga quase infindável de mentiras, eu descobri o outro lado da moeda: descobrir as mentiras alheias. E por ODIN como isso é interessante.
Saber quando as pessoas mentem implica saber quando elas se vêem obrigadas a usar de artifícios escusos para não se ferirem ou não se abrirem. E aí entra um conceito que descobri na pele:
E sim, todos mentem em algum nível, em algum escopo, em algum grau. É da natureza humana desconfiar, ter medo, esconder-se... e esses instrumentos levam inevitavelmente à mentira. E como eu disse ali em cima, saber quando a pessoa mente implica em saber quando ela precisa se esconder, e isso de certo modo é uma vantagem.
Não estou eu dizendo aqui que sou um detector de mentiras humano. Só estou dizendo que tenho uma aptidão anormal com isso. Por um bom tempo achei que era o cara, o manda-chuva, que tinha um super-poder escondido em minhas entranhas, que este seria o motivo de eu ser especial, ou what-so-ever. Mas aí, essa coisa não parava. E o pior, eu comecei a ler algumas mentiras que eu não queria saber. E então, como toda boa história, a dádiva virou maldição.
Eu me via constantemente rodeado por pessoas que mentiam sem precisar pensar duas vezes. Comecei a me frustrar tanto que quase enlouqueci. Fiquei pregando verdades minhas nas pessoas, para ver se elas se sensibilizavam e paravam com essa loucura de mentir...para ver se elas paravam a minha loucura pessoal...
Isso me fez, aos poucos, mais insensível que um pedaço de rocha. O álcool e o cigarro me ajudaram muito na medida de suas competências. Passei então a ouvir música alta, para silenciar os pensamentos. Esse foi o "combo" que usei por muito tempo. Fui começando a aprender mais e mais sobre as pessoas que me cercam. Não se iluda, porém, caro leitor, ainda não descobri como usar meu dom na sua totalidade. O que sei fazer com ele ainda é brincadeira de criança perto do que quero fazer com ele. Mas isso é assunto para uma outra postagem.
O importante aqui é constatar que essa é a verdade da minha existência caro leitor, que eu vejo sim as mentiras das pessoas, e que o próximo passo é rastreá-las à sua origem, e sentir os medos das pessoas, os anseios...
Tudo escrito daqui pra cima é verdade...
(Ou será que não?)
Saudações e até a proxima!